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As cartas que sobram em mim

  • Foto do escritor: Marisa Melo
    Marisa Melo
  • 6 de jun.
  • 1 min de leitura

Atualizado: 7 de jul.

Antes de ser nome, fui mulher — 2021, p. 28_MM
Antes de ser nome, fui mulher — 2021, p. 28_MM


A vida é um jogo,

mas não é de sorte.

É de gente que aprende cedo

que honestidade não ganha rodada,

só aplauso de quem já saiu da mesa.


Joguei limpo e me roubaram as cartas,

me chamaram de ingênua,

de burra,

de boazinha demais.

Demais pra quê?

Pra quem?


Quando blefei,

me chamaram de insegura.

Quando venci, disseram que foi sorte.

Quando larguei tudo e joguei as cartas pro ar,

gritaram: louca!

Como se alguém são vivesse isso tudo em silêncio.


Roubei ladrões com sorriso nos olhos,

perdi fichas por confiar demais.

E o que me restou,

não foi trunfo,

foi casca.


A verdade?

É que quanto mais limpo se joga,

mais fácil te jogam fora.

Mas sigo na mesa.

Não por vício,

por vingança,

ou vaidade.


Sigo porque aprendi a baralhar minhas dores,

esconder meus cansaços,

e rir de quem acha que domina o jogo

ó porque venceu uma vez.


Hoje, jogo por mim.

E quem quiser jogar junto,

que venha com verdade.

Ou que jogue sozinho.


Porque já perdi demais

pra aceitar truques baratos.

E já entendi,

a vida é jogo sujo mesmo.

Mas minha alma, não.



"Escrevo para não desaparecer. Se algo em mim tocou algo em você, então já não estamos tão sós. " MM

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