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História

Sobre o Blog

Este blog nasce como um espaço dedicado à reflexão, à análise e à escrita crítica sobre o mercado de arte e seus desdobramentos culturais. Reúne textos que observam a arte como prática histórica, economia e linguagem, em diálogo direto com artistas, obras, coleções e ideias que moldam a cena contemporânea.
Organizado em quatro eixos editoriais, o blog propõe leituras complementares sobre o fazer artístico e o circuito da arte hoje. Passaporte para a Imortalidade investiga artistas e obras que atravessaram o tempo, analisando trajetórias, conceitos e permanências. Recortes Contemporâneos reúne ensaios autorais que conectam arte, filosofia e cultura visual, com textos que partem da observação crítica do presente. Entrevistas apresenta conversas com artistas, curadores, designers e agentes do meio cultural, priorizando percursos, processos e visões de mundo. Já o eixo Mercado e Literatura aborda o mercado de arte a partir de uma escrita clara e informada, tratando de colecionismo, exposições, formação de acervos, circulação de obras e livros fundamentais para compreender a história e o funcionamento do sistema da arte.

Atuação

Crítica de arte   Curadoria  Análise de  Mercado  Pesquisa em arte clássica e contemporânea  Consultoria estratégica    Acompanhamento de Artistas  Produção autoral em pintura e artes visuais

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Marisa Melo

Marisa Melo atua há mais de 34 anos no sistema da arte, desenvolvendo uma trajetória que articula curadoria, pesquisa em arte clássica e contemporânea, escrita crítica, consultoria estratégica e atuação direta no mercado de arte. Ao longo desse percurso, consolidou-se como galerista, colecionadora e fundadora da UP Time Art Gallery, galeria dedicada à arte contemporânea.

Sua formação se desenvolveu de maneira contínua e independente, com pesquisa aprofundada em história da arte, linguagem visual e sistemas de legitimação. Essa base sustenta uma leitura crítica do campo artístico, tanto sua escrita quanto sua prática curatorial e sua atuação no mercado. A ausência de vínculos institucionais rígidos permitiu a construção de um pensamento próprio, atento aos processos e às transformações estruturais da arte ao longo do tempo.

Como galerista, Marisa Melo realizou mais de 40 projetos culturais, organizou mais de 50 exposições virtuais em ambientes 3D e coordenou inúmeras exposições físicas no Brasil e na Europa, atuando diretamente na concepção curatorial, no acompanhamento de artistas, na produção de textos críticos e na estratégia de circulação das obras. A UP Time Art Gallery é de propriedade de Marisa Melo e Darfiny Melo, que atuam em sociedade. A galeria possui espaço físico e conta com equipe própria, responsável pela produção, gestão, comunicação e desenvolvimento de projetos curatoriais e expositivos.

Sua atuação como colecionadora se desenvolve em diálogo direto com o mercado primário e secundário, com atenção à consistência das obras, à coerência das trajetórias e à leitura de valor ao longo do tempo. Essa experiência prática alimenta seu trabalho como consultora, permitindo uma abordagem técnica e realista sobre precificação, posicionamento, inserção no circuito e compreensão do funcionamento do mercado de arte contemporânea.

Marisa mantém uma produção autoral como redatora de textos críticos, ensaios e artigos voltados à arte contemporânea, ao mercado de arte e às relações entre valor, tempo e percurso artístico. Sua escrita se caracteriza por argumentação clara, vocabulário direto, buscando oferecer leitura aprofundada sem recorrer a simplificações ou fórmulas prontas.

No consultoria e na mentoria, atua junto a artistas em diferentes estágios de carreira, oferecendo leitura crítica de portfólio, orientação estratégica, acompanhamento de produção e organização de trajetória. Os serviços são estruturados de acordo com o momento de cada artista e partem de princípios comuns, clareza de posicionamento e responsabilidade com o trabalho apresentado.

Este site reúne textos, reflexões e serviços que refletem essa atuação ampla e integrada. Não se trata de um espaço promocional, mas de um espaço de pensamento em circulação, onde curadoria, escrita crítica, mercado e prática artística se articulam. A proposta é oferecer conteúdo e orientação a quem deseja compreender a arte contemporânea com atenção aos processos, às escolhas e aos desdobramentos que definem o valor ao longo do tempo.

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Curadora, pesquisadora e praticante da pintura: unindo pensamento crítico e prática no sistema da arte contemporânea.

Ao longo de mais de 30 anos, Marisa Melo construiu uma pesquisa em pintura que se desenvolve em paralelo à sua atuação como curadora, galerista e pesquisadora em arte contemporânea. A prática pictórica não surge como exercício isolado, mas como um eixo contínuo de elaboração visual, no qual forma, cor e composição são pensadas com rigor, constância e clareza de intenção.

Desde os primeiros trabalhos, alguns elementos se mantêm como investigação persistente. Os pescoços alongados, os corpos verticalizados e os rostos sem face não aparecem como recurso estilístico pontual, mas como estrutura de pensamento visual. São formas que suspendem a identidade imediata e deslocam a leitura da imagem para o campo da construção formal e da reflexão.

Esse percurso não se organiza por fases nem por categorias rígidas. O conjunto se constrói a partir de escolhas visuais que se mantêm ativas no tempo, revelando um modo de pensar a imagem que se transforma sem perder coerência. A pesquisa dialoga de maneira contínua com a história da arte, a teologia e a filosofia, não como citação direta, mas como base conceitual que sustenta decisões formais e compositivas.

Nas pinturas figurativas, o corpo aparece reduzido, depurado, muitas vezes contido em poucos traços. Não há interesse narrativo nem psicológico. O foco está na estrutura da imagem, no equilíbrio entre linha, forma e cor. O rosto, quando existe, se apresenta como superfície neutra, um campo aberto que recusa a descrição e reforça a dimensão construtiva da figura.

Essa mesma lógica se desdobra nas abstrações. Planos cromáticos, formas orgânicas ou geométricas e sobreposições obedecem a uma organização semelhante do espaço pictórico. A abstração surge como consequência natural do percurso. Não interrompe a linguagem, amplia. O gesto, quando aparece, é sempre editado. A pintura se afirma pela organização interna, não pela improvisação.

A paleta é um elemento contínuo ao longo das décadas. Tons terrosos, verdes, azuis suaves e rosas contidos estruturam as imagens e constroem uma identidade reconhecível. A cor organiza planos, estabelece relações e define ritmo.

Ao reunir obras de diferentes momentos, o conjunto não se apresenta como arquivo retrospectivo. Trata-se de um recorte. Um corpo de trabalho que evidencia a maturação de uma linguagem construída com constância, escolha e consciência visual ao longo do tempo.

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