A Arte não se vende barato. Quem se vende É o artista sem posicionamento.
- Lenny hipólito

- há 12 minutos
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"Uma obra de arte é uma forma expressiva criada para a nossa percepção por meio da sensação ou da imaginação, e o que ela expressa é o sentimento humano. A palavra “sentimento” deve ser tomada no seu sentido mais amplo, significando tudo aquilo que pode ser sentido, da sensação física, dor e conforto, exaltação e repouso às emoções mais complexas, tensões intelectuais ou tonalidades emocionais (feeling-tones) constantes da vida humana."
Suzanne Langer

No silêncio de um ateliê com a maioria dos artistas, existe algo que os incomoda, e que poucos têm a coragem de enfrentá-lo e quebrá-lo. Não se trata da ausência de ideias e inspirações, e muito menos do domínio técnico. O medo da precificação, quando o pincel é interrompido e as tintas depositadas em seus repousos, a obra de arte com a sua majestosa postura, abre um diálogo com o criador: “ para onde eu vou, como vão me acolher e principalmente me escolher? Sei que vai depender da forma que serei precificada.”
Toda obra de arte em sua essência quer se manifestar como única, como imortal. E jamais aceita que, os artistas possuidores de talentos extraordinários e de sensibilidades indescritíveis, se recuem de forma que os inibam e os deixem como preteridos no mercado da arte. Quando o artista não se encoraja e não se posiciona, o valor da obra despenca em uma escala que engole a sua autoridade, enfraquecendo a sua marca e disponibilizando a sua criação por qualquer preço, sem distinguir se está fazendo a precificação do modo certo ou não, por puro receio de ser criticado quanto aos manifestos avulsos, e a sua obra permanecer por longínquos tempos abandonada em uma parede sem um investidor. Uma vez que a obra nasce ela deseja voar em alturas, para que nesse voo de libertação, encontre a sua alma gêmea para viverem eternamente felizes, um encantando o outro e se tornando uma só linguagem, uma única energia. Porque, uma obra de arte é uma santidade, nessa conexão a obra permite que o seu dono manifeste estado de consciência divino. E nesse contexto o código revelador sobre consciência, alma e precificação na arte visual, abre as suas páginas escancaradas de euforia, confirmando a coerência dessa relação fidedigna entre a obra e o investidor.
O que a arte ensina com toda a sua inteligência criativa, é que o artista com firmeza de autenticidade, tenha a capacidade de reconhecer o investimento que fez e continuamente fará, quanto ao tempo de pesquisas, estudos, ampliação de todo o seu know-how. Além do domínio dos seus traços e a profundidade que envolve o pleno processo que torna a obra icônica, registrando a sua identidade inconfundível. E de nenhuma forma, proceda venda aleatória de algo que transporte a densidade, o sentido de uma vida toda.
É desolador, observar a falta da nitidez e da conscientização do artista ao entregar ao mundo o seu trabalho sem considerar o seu próprio valor, subestimando-se e deixando de ser próspero e relevante. Nesse olhar, é considerável que a forma que o mercado responde, é se referindo a sua arte como uma mercadoria comum, nada que destaque em algum sentido.
Deixar de reconhecer que a sua obra é protagonista, é uma escolha e uma decisão de negócios muito particular, podendo ser ainda um mecanismo de defesa psicológica, um alívio de sofrimento. O artista que precifica a sua tela por um valor que ele sabe que está bem abaixo do valor de fato, simplesmente está consolidando subconscientemente uma proteção contra algo que possa feri-lo, como crítica e rejeição. Ou seja, se não vender a obra por um valor irrisório vai doer menos que deixar de vende-la por um alto valor. Ressaltando que nesse modelo selecionado, vai atrair certamente a pessoa que não será o ideal, alguém que pensa que está adquirindo um objeto apenas como um elemento de decoração e jamais como arte erudita, um investimento que deveria ser para a vida toda, pois nem sabem distinguir a diferença. Certamente não irá agregar na história que todo artista deve contar, que as suas criações são projetos de felicidade eternizada! Sim, pois uma obra de arte erudita passa de gerações a gerações milenares. Nesse ângulo ínfimo que o artista se apodera e se suporta, ele se vulnerabiliza a dois fatores desconcertantes: primeiro, que terá que produzir incansavelmente, para ser monetizado de forma ainda escassa, insatisfatória e insuficiente. Segundo fator é que o próprio, bloqueia a liberdade da sua obra de ser conduzida às pessoas certas, de forma que a sua arte seja desejada por grandes investidores, por se tratar principalmente de um trabalho escasso e não de larga escala, quando a pressa intimida a pesquisa e o processo criativo perde o sentido.
O que importa muito mais são as escolhas certas ancoradas em uma fé inabalável. Quando o artista percebe que há tempo para mudar a sua narrativa, e trabalhar em um sistema eficiente para que o seu tempo seja respeitado, valorizado, reconhecido e muito bem monetizado, a terra se faz céu, o amor transcende e revela a sua criação, porque o amor é a mãe da arte, é uma revelação. E assim o artista entenderá com mais clareza, que é do amor que ele toma emprestado toda a beleza para ser aplicada em suas obras. Realizar um trabalho de amor e manifestar o sentimento da gratidão pelo esplendor que foi criado em uma obra de arte, é ter a capacidade convicta de manifestar a sua grandeza, em um cenário que somente os que destacam crescentemente, são capazes de vive-lo na íntegra, permitindo a sua própria sensibilidade transformar em autoridade, como quem sabe que a sua arte faz a diferença no mundo. Enfatizando, que, quando um apreciador faz a aquisição de uma obra de arte, ele não compra a tinta aprimorada em um tecido. Delicadamente ele leva consigo parte da história, da experiência, das pesquisas, parte da alma do artista e o significado registrado nessa relação com veemência.
Cada construção de um trabalho, configura com a sua forma de vir ao mundo. Registrar o nascimento de uma obra, é considerar as horas percorridas em livros sobre história da arte, dentre outros gêneros também, além de definições das formas, desenhos, seleção das cores, formação de vários tons, páginas inúmeras escritas sobre todas as investigações consideráveis para o desenvolvimento do processo criativo atrelado à pesquisa realizada e contínua até o tempo de infinitas horas investidas para a conclusão do projeto. Portanto, precificar a sua criação, implica que não é impor um valor financeiro, porém assumir e praticar um sistema de proteção para todos os fatores que caracterizem a sua absoluta dedicação com espírito seguro, traduzindo que a sua energia aplicada em todos os seus projetos criativos, é divina, pois anima e gera vida ao seu ser. É mais do que pintar e vender. É reconhecer o valor incomparável que você tem diante da sua existência e de todos os seres que têm a capacidade de explorar a sua inteligência emocional e criativa. Se você não dá o crédito devido ao seu tempo, qual o destino as suas obras terão? Quem vai desejar colecionar a sua arte?
Permitir às mudanças, é aceitar a se proceder diferentemente, para obviamente colher resultados que impactem e transformem o mundo. E a prática desse exercício valida o artista para ampliar e assumir um repertório honroso quanto à sua iniciativa pessoal, tendo a liberdade de entender com mais expertise a razão pela qual não havia conseguido precificar com atitude segura e creditícia o seu trabalho criativo. Dar clareza às suas intenções, sem apresentar desculpas, certamente o mercado o observará com mais atenção. Isso demonstra o seu comprometimento em apresentar resultados significativos extremos quanto às suas pesquisas, dominando a sua narrativa. Entendo que, quando há um modelo definido de comunicação bem influenciada, orientando ao espectador a ver a profundidade da sua obra, a beleza que ela entrega com a sua técnica autêntica e cheia de identidade, como um trabalho inefável no mundo, o preço deixa de ser um questionamento, e naturalmente ele trabalhará com a percepção de valor e o diferencial que a sua obra entrega, tudo passando a ser um alinhamento natural na aquisição.
Cada detalhe precisa ser planejado, estudado para ser executado com critério e segurança quanto à conscientização para não abalar a sua autoridade e a razão dessa aplicação. O valor da obra deve garantir todas as aquisições de materiais diversos, todas as despesas para a manutenção do seu ateliê e a carga horária desenvolvida. Em tempo, acalme-se! Isso será apenas para você ter uma maturidade em relação aos custos fixos. Mas, o que vai ressaltar e dignificar o valor final da venda da obra, é a sua trajetória, a sua jornada, o seu diferencial competitivo agregador, o seu posicionamento, o seu modelo de comunicação, a sua linguagem visual, bem como o conjunto da sua performance; sinalizando a constituição do seu ser, quem é você e o que você unicamente entrega em cada dia, em cada obra finalizada, em cada ação e demonstração que fazem a diferença da sua trajetória no universo. E de acordo a sua postura, a sua forma de entrar em ação desenvolvem, você vai conquistando mais autoridade, e por meio da sua assinatura tão bem representada, a sua obra vai ganhando ênfase no mercado, movimentando e passando a ser desejada pelos investidores, colecionadores, apreciadores da arte global.
Destacando então, que perder o medo de apresentar o valor da obra, é um fator determinante, que o artista deve compreender que se trata de uma das maiores riquezas do seu percurso em prol da alegria e do triunfo. Seja único! Demonstre segurança e autoridade em suas apresentações e nas relações com os investidores. Lembre-se de todo o processo criativo daquela obra, tudo que você investiu com a sua alma, até o momento de inserir a sua assinatura, desenhando o seu nome com tanto orgulho em alguma parte da tela com coragem e sentimento de vitória. E é com a magnitude da sua fé e do seu espírito que o artista deverá comunicar o valor da sua obra.
Quando você influencia pessoas por meio da sua arte, você desperta nelas o entusiasmo, o interesse de realizar negócios com você, da forma que você sugerir. Desde que a sua argumentação seja sustentada por uma história real e transparente. Pois a arte tem esse poder de provocar reflexões e sensações diversas. O trabalho criativo do artista visual, é íntegro, necessário e importante, e somente você o faz do seu jeito tão genuíno de ser. Conte a sua história com honradez a todo o seu percurso e comunique o valor real que a sua alma beneficia às pessoas, acendendo as chamas dos corações, fazendo todos sorrirem, provocando diversas emoções, porque a arte permite uma conexão entre os seres pensantes e a Divindade Absoluta. Dê-se o valor! Posicione-se! A sua arte é divina e você é parte dela!
Lenny Hipólito
Instagram: @lennyhipolito.art




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