• Marisa Melo

O “Foco” de Lincoln Lima

Nossa vida é a sequência das decisões que tomamos. O êxito e o fracasso se apresentam como resultado do que nós escolhemos. Decidimos nossa vida a cada momento. Algumas dessas definições são menores. Outras trazem um impacto irreversível. Napoleão costumava explodir as pontes durante suas invasões. Para que a seus soldados não restasse alternativa que não a vitória. Recuar deixava de ser opção.



O momento de decisão é o pano de fundo da obra “Focus”(foco) do artista Lincoln Lima. O observador se impressiona com o que vê quando reconhece na tela o seu próprio momento, seu próprio sentimento. Importa saber que o artista vive o mesmo que ele. Mas o impacto vem da identificação. É a imagem. É o sentimento compartilhado.

Lincoln expressa emoção, dor e decisão. Com as cores primárias, mais o cinza e o preto, ele apresenta na tela o olhar de quem sente o peso da inevitabilidade, a solidão do comando da própria vida. E uma seriedade de quem enfrenta caminhos sem volta.

A imagem se conecta a nossos próprios momentos, a nossas próprias decisões.

À direção em que dirigimos nossa energia, nossas forças, nosso foco.

O momento de encarar as mudanças necessárias na vida.

Prosseguir ou encerrar o relacionamento. Abandonar a opção profissional num mergulho sem volta. Resolver enfim, buscar num país distante uma vida menos sufocante.

O fundo é escuro. As cores são poucas. Lincoln nos prende na emoção do momento. Quando o que vamos fazer definirá o primeiro dia do resto de nossas vidas. E será sempre lembrado com o orgulho da coragem ou com o arrependimento amargo do passo errado.

Com “Focus”, Lincoln Lima retrata o desabafo de quem escolhe um rumo.

E por se concentrar na emoção, encontra o eco, toca a corda do coração de quem tenha vivido e sentido algo assim.

Precisamos da lembrança do momento passado. Para que no futuro não façamos um julgamento injusto, criticando o “eu” do passado. Que não conhecia e não havia vivido o que o “eu” do presente conhece e viveu. Mas aí já falamos de outro sentimento. Que, um dia, Lincoln pode retratar e nos mostrar como fica na tela.

Numa arte psicológica, que nos fascina porque nos entende e nos retrata.


”Focus” by Lincoln Lima

Our life is the sequence of our decisions. Success and failure come as a result of what we choose. We decide our lives every moment. Some of these definitions are minor. Others have an irreversible impact. Napoleon used to blow up the bridges during his invasions. So that his soldiers would have no alternative but victory. Retreating was no longer an option.

The moment of decision is the background of the work “Focus” (focus) by artist Lincoln Lima. The observer is impressed by what he sees when he recognizes his own moment, his own feeling, on canvas. It is important to know that the artist lives the same as he does. But the impact comes from identification. It's the image. It is the shared feeling.

Lincoln expresses emotion, pain and decision. With the primary colors, plus gray and black, he presents on the screen the look of someone who feels the weight of inevitability, the solitude of the command of life itself. It is a seriousness of those who face paths with no return.

The image connects us to our own moments, to our own decisions.

The direction in which we direct our energy, our strengths, our focus.

The time to face needed changes in life.

Continue or end the relationship. Abandon the professional option in a dive with no return. Finally seek a less suffocating life in a distant country.

The background is dark. The colors are few. Lincoln traps us in the emotion of the moment. When what we are going to do will define the first day of the rest of our lives. And it will always be remembered with the pride of courage or with the bitter regret of the wrong step.

With “Focus”, Lincoln Lima portrays the outburst of those who choose a course.

And by focusing on emotion, he finds the echo, touches the rope of the heart of those who have lived and felt something like that.

We need the memory of the past moment. So that in the future we do not make an unfair judgment, criticizing the “I” of the past. Who did not know and had not lived what the “I” of the present knows and lived. But then we are talking about another feeling. That, one day, Lincoln can portray and show us how it looks on the screen.

In a psychological art that fascinates us because it understands and portrays us.

12 visualizações

Subscribe to our newsletter

© 2019 Marisa Melo

São Paulo - Brasil 

e-mail: contato@marisamelo.com

+55 (11) 99724 0909

SIGA-NOS

  • Instagram - White Circle
  • Facebook - Círculo Branco
  • Facebook Clean
  • Branca Ícone Instagram