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Jean-Baptiste Debret: O Pintor Francês que Imortalizou o Brasil Colonial

Atualizado: 22 de out. de 2023



Jean-Baptiste Debret foi um renomado pintor, desenhista e professor francês, nascido em Paris em 18 de abril de 1768. Em 1816, ele se uniu aos demais membros da Missão Artística Francesa no Brasil, uma iniciativa solicitada pelo Rei Dom João VI.


Filho de um funcionário público com interesse em história natural, Debret estudou na Academia de Belas Artes de Paris, sob a influência de seu primo, o famoso artista Jacques-Louis David. Ele se tornou o pintor oficial do Império Francês e chegou ao Brasil em março de 1816, permanecendo em solo brasileiro até 1831. Durante sua estadia, Debret não apenas catalogou a flora e a fauna do Brasil, mas também desempenhou um papel fundamental ao retratar o cotidiano da colônia brasileira.


Além disso, Debret é conhecido por seu desenho da bandeira brasileira, composta por retângulos verdes e losangos amarelos, e por documentar o processo de independência do Brasil. Sua contribuição foi crucial para moldar a imagem nacional do Brasil, pois suas obras capturaram a atmosfera do período formativo do estado brasileiro, que foi impulsionado pela criação de instituições como a Academia Brasileira de Belas Artes, o Jardim Botânico do Rio de Janeiro e o Instituto de História e Geografia do Brasil (IHGB).


A vinda de artistas para o Brasil na época tinha como objetivo suprir a necessidade do país em formação de instrutores de arte. Além disso, visava estabelecer a Academia Imperial de Belas Artes no Brasil, onde Debret se tornou professor. Em 1829, ele organizou a primeira exposição de arte no Brasil, apresentando as obras de seus alunos.


Durante seus 15 anos no Brasil, Debret conduziu extensas pesquisas sobre o país e, após seu retorno à França, compilou o primeiro volume de sua obra ilustrada intitulada "Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil". Nesse livro, ele apresentou uma série de pinturas que destacaram as peculiaridades do povo brasileiro. Entre 1834 e 1839, Debret publicou três volumes, cuja importância é inquestionável, deixando um registro impecável do período colonial brasileiro para as gerações futuras.




























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