• Marisa Melo

Jessica Diskin e a arte de (Sobre) viver



A vida das pessoas e dos países é um acúmulo de experiências. Com o tempo, passamos todos por um aprendizado. Aprendemos com os erros e com as crises. E embora pareça natural a retenção do aprendizado, o que vemos, muitas vezes é a repetição dos enganos. Esquecemos o que vivemos. Esquecemos nossa história, o que nos condena à repetição dos mesmos padrões e dos mesmos erros.

Com a coleção “Sobre (viver)” a artista visual Jessica Diskin apresenta imagens icônicas e históricas. O que se promove é o resgate da memória, do passado, que é apresentado não como algo desconectado do presente. Ao contrário, a lembrança é “passada a limpo”, e a intervenção da artista deixa clara a ruptura cronológica e a caracterização ousada do que mudou e de como deve ficar a realidade futura.

Jessica Diskin segue fiel a seu estilo. Como crônicas, suas imagens trazem uma multiplicidade de mensagens que desafiam o observador. Como Bosch e Dalí, ela nos apresenta inúmeros detalhes, que nos levam a um demorado mergulho em cada obra. Cada colagem, cada frase, tem sua razão de ser e nos leva à compreensão do todo. No caso, as sugestões nos apontam mais do que um caminho de vida. Recebemos na verdade um guia de sobrevivência, que destaca pontos cruciais e lições que precisamos assimilar e aprender.


Jessica Diskin and the art of living and surviving

The lives of people and countries are an accumulation of experiences. Over time, we all go through our lessons. We learn from mistakes and crises. And although learning retention seems natural, what we see is often the repetition of mistakes. We forget what we live. We forget our history, which condemns us to repeat the same patterns and the same mistakes.

With the “Living and Surviving” “(Sobre)viver” collection, visual artist Jessica Diskin presents iconic and historical images. What is promoted is the recovery of memory, of the past, which is presented not as something disconnected from the present. On the contrary, the memory is “reviewed”, and the artist's intervention makes clear the chronological break and the bold characterization of what has changed and how the future reality should look.

Jessica Diskin remains connected to her style. As chronicles, her images carry a multiplicity of messages that challenge the observer. Like Bosch and Dalí, she presents us with countless details, which take us to a long dive in each work. Each collage, each sentence, has its raison d'être and leads us to understand the whole. In this case, the suggestions point us to more than a way of life. We actually receive a survival guide, which highlights crucial points and lessons that we need to assimilate and learn.

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© 2019 Marisa Melo

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