Como Elaborar um Projeto de Arte



Comandamos mesmo nossas vidas? O que queremos estar fazendo daqui a 10 anos? Conduzimos nosso veleiro ou somos levados como folhas numa tempestade?

Há pessoas que seguem um plano. Outras seguem a corrente. Outras nem isso.

Seja qual for seu projeto de vida, ele exigirá muito de você:

Atingir qualquer Nirvana depende do aprendizado e da prática dos ensinamentos.

Chegar à realização de nossos sonhos implica em planejamento, esforço e dedicação.







Se nossa vida pessoal pede um rumo, um norte, o mesmo pode-se dizer sobre um projeto de arte. Um artista não cria uma dúzia de quadros e espera que o público venha até ele ansioso para disputar a tapa o direito de adquirir suas obras.


Houve um tempo em que não se conhecia a origem da vida. Foi só no século XIX, depois de uma série de experimentos, de Spallanzani a Pasteur, que foi derrubada de vez a teoria da “Geração Espontânea”, que afirmava que a vida era gerada sozinha, sem depender de seres semelhantes.

Essa teoria caiu por terra. Mas muita gente ainda hoje acredita que algumas coisas aparecem sozinhas, por geração espontânea, sem necessidade de nossa ação.

Na Arte, por exemplo, isso não acontece. É preciso uma série de ações bem coordenadas.


O sonho de todo artista é poder se concentrar apenas na criação. “Eu só quero pintar”. Mas ele descobre, surpreso, que é preciso mais. O chamado Projeto de Arte.

É preciso escrever muitos textos.

É preciso enfrentar as burocracias.

É preciso vender.

É preciso cuidar da divulgação em redes sociais 24h/dia.


A pergunta inicial é: Qual a história que o projeto conta? Todos adoram ouvir histórias. Jonathan Gottschall diz que “somos viciados em histórias. Mesmo quando o corpo dorme, a mente fica acordada a noite toda contando histórias para ela mesma”.


Então uma coleção deve contar uma história. As imagens devem contar essa história, e desenvolver o tema, se possível numa sequência. Qual a parte que cada quadro conta? Qual sua conexão com o tema?

Todas devem seguir uma linha básica consistente. A intersecção das obras deve ser a espinha dorsal, em relação a cores, estilo e sentido.


Definida a história a contar, é preciso saber onde apresentar. Exposição? Quais os requisitos? Há um edital e formulários a preencher? Quem vai julgar as candidaturas? E o que esperam?


É preciso escrever a sinopse. E também uma descrição de cada obra, indicando o que ela representa e qual seu papel no conjunto, pois o observador deve entender por que a obra está exposta.


Além da coleção em si, é preciso cuidar da promoção.

É importante escrever uma biografia para que o público saiba que você existe.

Entrevistas mostrarão o que anima sua inspiração e contarão um pouco de você. Também é importante divulgar textos críticos de suas obras. Que deem ao público uma análise que represente seriedade, profundidade e reflexão.

Se possível numa linguagem adequada aos críticos e acessível aos leigos.


Isto feito, há toda uma promoção nas redes sociais, a busca de visualizações, a questão do impulsionamento.

O artista pode abraçar todas essas tarefas além do processo criativo. Ou buscar quem o ajude cuidando de tudo que não seja a criação em si, seu objetivo maior.


Todo esse trabalho é a chance do artista apresentar, explicar e compartilhar. De ter sua obra vista e, mais que isso, compreendida. A oportunidade de chegar ao observador que vai se encantar com suas imagens e entender o que está por trás de cada uma.

A identificação vindo como fruto da imagem e de toda a história que ela conta.


Para o artista, cada projeto de Arte é peça fundamental de seu projeto de vida.

Porque para o artista, a Arte é a própria vida.








Marisa Melo (5).jpg

Olá,
sou Marisa Melo!

Olá, sou Marisa melo, inquieta e fascinada pela vida. Fascínio que se manifesta também, na Gastronomia, no universo dos livros e das ideias. Nas cores, na Pintura, na Música e em tudo que me faça pensar. Apaixonada pelos animais, especialmente cachorros! Acredito que todo conhecimento deve ser compartilhado. O que cada um vive e compartilha, enriquece e abre caminhos para todos. Aquela receita maravilhosa. O livro que não dá pra largar. A magia luminosa de uma foto inspirada. A conexão total entre o que comemos e nossa saúde. Entre nossa aparência e nossa autoestima. Quero sempre transmitir a minha verdade. Na foto, no texto, na opinião. Às vezes contra a corrente, às vezes nas entrelinhas. Sem a preocupação do elogio fácil.

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