Passaporte para a Imortalidade - Djanira Motta e Silva

Atualizado: 23 de ago.




Imagem Goolgle



A Arte é o espelho da nossa alma. Dorian Gray e Fausto retratam sonhos: beleza, prazer, sabedoria... Oscar Wilde e Goethe souberam captar nosso íntimo, retratar suas épocas e entraram para a História. Esse é o poder da folha, da partitura e da tela em branco. Elas não esperam apenas mais um texto, mais uma canção, mais um quadro. Diante delas, um inglês escreveu “Ser ou não ser”. Um alemão combinou quatro notas mágicas em sua 5ª. Sinfonia. E um italiano pintou um sorriso enigmático. Passaram-se os séculos. E Shakespeare, Beethoven e da Vinci seguem vivos e reverenciados. Nenhum deles planejou isso. Mas ao traduzirem suas almas em suas obras, conquistaram um passaporte para a imortalidade. Quando essa entrega acontece, o observador é conquistado. E aplaude um estilo, que buscará avidamente no próximo quadro. Até criar uma intimidade que lhe permita em segundos relacionar a obra ao autor.

Vamos conversar sobre alguns artistas e seus estilos inconfundíveis.


Hoje conosco, Djanira!



Djanira da Motta e Silva ou simplesmente "Djanira" foi uma importante artista do movimento modernista brasileiro. O trabalho de Djanira tem como tema principal o Brasil. Sua trajetória permite compreender a síntese de elementos presentes em suas pinturas, desenhos e gravuras. Formas humanas sem identidades específicas, as vezes perturbadoras.


Nasceu em uma família carente de recursos no interior de São Paulo. Casou-se com um engenheiro da marinha e logo ficou viúva. Aos 23 anos, foi internada com tuberculose no Sanatório em São José dos Campos, onde realizou seu primeiro quadro: Cristo do Gólgota.


Suas pinturas da década de 1940 eram geralmente sombrias, usando tons suaves de cinza, marrom e preto, mas ela já mostrava gosto pela geometria formal. Ao longo da década seguinte, sua paleta se diversificou, usando cores vivas em alguns trabalhos. Ela também produziu esculturas em metal, xilogravuras, tapeçarias e desenhos em azulejos. Não improvisava e, apesar de sua ingenuidade e instinto, não se deixava levar.


Viveu cercada por pássaros, plantas e animais, e sempre que sua saúde permitia, viajava pelo país, como que para se reconectar com sua arte. Essa identificação com seu povo e sua terra, inevitavelmente refletiam em sua pintura. Ela precisava transformar e salvar seu mundo da morte. E o fez com lirismo e leveza.

Alcançou prestígio como poucos artistas brasileiros, deixando um legado de mais de 5 mil obras.

Faleceu em 1962, em decorrência da intoxicação por chumbo presente nas tintas que usava.



Parque de Diversões 1947



Festa Junina 1968



Caboclinhos 1952




Partida de Futebol Fla x Flu 1975



Obras conhecidas

  • Painel de Santa Bárbara, 1958 (acervo do Museu Nacional de Belas Artes MNBA – RJ)

  • Festa do Divino em Parati, 1962 (acervo do Palácio dos Bandeirantes)

  • O circo, 1944 (acervo da Funarte)

  • Senhora Sant'Ana de Pé (acervo do Museu de Arte Moderna do Vaticano)

  • Inconfidência, 1975 (acervo do Governo do Estado de Minas Gerais)

  • Serradores, 1959 (coleção Roberto Marinho)

  • Anjo com Acordeão, 1962 (Coleção Gilberto Chateaubriand – Museu Arte Moderna RJ).

  • Pescadores, 1956 (Coleção Embaixador Taylor)

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Olá,
sou Marisa Melo!

Olá, sou Marisa melo, inquieta e fascinada pela vida. Fascínio que se manifesta também, na Gastronomia, no universo dos livros e das ideias. Nas cores, na Pintura, na Música e em tudo que me faça pensar. Apaixonada pelos animais, especialmente cachorros! Acredito que todo conhecimento deve ser compartilhado. O que cada um vive e compartilha, enriquece e abre caminhos para todos. Aquela receita maravilhosa. O livro que não dá pra largar. A magia luminosa de uma foto inspirada. A conexão total entre o que comemos e nossa saúde. Entre nossa aparência e nossa autoestima. Quero sempre transmitir a minha verdade. Na foto, no texto, na opinião. Às vezes contra a corrente, às vezes nas entrelinhas. Sem a preocupação do elogio fácil.

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