Solitários por DNA

Atualizado: 16 de Abr de 2019


Temos uma noção muito errada do amor romântico, nos frustramos porque acreditamos em fórmulas que não dão certo. Achamos que o amor vem para nos salvar da solidão, aquietar o coração, que os nossos momentos de angústias estarão todos com os dias contados. Tudo aparentemente resolvido. Mas não.


Somos inteiros e solitários, é da nossa natureza ter uma fonte de angústia, independente de estar com alguém. Nossas solidões são compostas por instabilidades, não podemos exigir que o amor preencha todos os espaços.


Quando estamos apaixonados, depositamos no outro muitas expectativas, acreditando que o amor dará conta do recado. Mas estamos errados. A solidão não vai embora, ela se distrai e volta. Não é possível estarmos constantemente em estado de euforia. Haverá sempre um vazio, uma inquietude. O fato é que quase ninguém consegue reconhecer essa sensação de incompletude, e exige que o outro seja o remédio para o seu desalento.


Clarice Lispector disse:

“que minha solidão me sirva de companhia. que eu tenha a coragem de me enfrentar, que eu saiba ficar com o nada e mesmo assim me sentir como se estivesse plena de tudo”.

Fernando Pessoa disse:

“enquanto não atravessarmos a dor de nossa própria solidão, continuaremos a nos buscar em outras metades. Para viver a dois, antes, é necessário ser um”.

Charles Baudelaire disse:

“quem não sabe povoar sua solidão, também não saberá estar sozinho numa multidão”.

Todos somos solitários por natureza, instáveis emocionalmente.


Nada e ninguém é capaz de alterar essa sensação em nós, já que está inserida em nosso DNA. Mas podemos tê-la como nossa aliada, aproveitar sua companhia para o encontro com nossa essência, permitindo uma reflexão sobre a vida e o que estamos fazendo com ela. São esses momentos de introspecção que nos dão a oportunidade de mergulhar fundo e entrar em contato com nossas “tempestades internas”.

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Av. Bernardino de Campos, 98 São Paulo, SP 12345

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