Sensorial

Atualizado: 1 de Abr de 2019

NTERVENÇÃO: ÁGUA, FOGO, VIDRO, PAPEL, TERRA E FERRUGEM



Esse projeto nasce de minhas inquietações e de uma necessidade imperiosa de revelar uma parte desse nosso mundo interior, tão intocável, tão presente e tão perturbador que, muitas vezes, nos impede de ver com clareza o que acontece à nossa volta. Lembranças alegres dividem espaço com dores, espinhos, melancolia e desespero.


É preciso coragem para descer abismos, atravessar corredores escuros e enfrentar nossos fantasmas. Que se revelam em imagens que conversam entre si, numa conspiração para expor nosso lado oculto. Propondo-nos uma reflexão sobre nossas emoções. Às vezes mais para sombra que para luz.

Reconhecer e revirar esse avesso, tem um efeito libertador.


Do grito que emudeceu.

Da lágrima que não rolou.

Da palavra que não foi dita.

Do amor que não aconteceu.


Imagens sinceras revelando angústias. Sem se render aos sorrisos falsos. Na contramão da aparente felicidade que a sociedade nos cobra o tempo todo.

Inauguro neste projeto o emprego de uma técnica que chamo de Fotografia Sensorial, onde busco aliar à fotografia intervenções com fogo, água, terra, vidro, ferrugem, papel.


Falando à visão e aos outros sentidos.

Imagens que nos fazem lembrar que o refúgio com que podemos sempre contar não está numa montanha, não está perto de uma lareira.

Numa viagem de reencontro, chegamos a esse porto seguro que fica perto, muito perto.

Aqui no fundo de cada um de nós.


Que nos julguemos com menos severidade, permitindo-nos cair e levantar, errar e tentar novamente. Com mais aceitação e mais delicadeza.


Que cada um possa se permitir momentos de colo.

E se enxergar a partir do avesso.



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Secrets collection is born from my anxieties and an imperious need to reveal a part of our inner world, so untouchable, so present and so disturbing that often prevents us from seeing clearly what happens around us. Joyful memories divide space with pain, thorns, melancholy and despair.


It takes courage to descend abysses, to cross dark corridors and face our ghosts. They reveal themselves in 11 pictures that talk to each other in a conspiracy to expose our hidden side. Proposing us a reflection on our emotions. Sometimes more shadow than light.

Recognizing and reversing this hidden side has a liberating effect. At last we are free.


From the scream not cried.

From the tear that did not roll.

Of the word that was not said.

Of love that did not happen.


Sincere images revealing anguish. Without surrendering to false smiles. Against the apparent happiness that society charges us all the time.

I inaugurate in this project the use of a technique called Sensorial Photography, where I try to combine photographs with fire, water, earth, glass, rust, paper.


Talking to vision and other senses. Images that remind us that the refuge we can always count on is not on a mountain, not near a fireplace. On a journey to find ourselves again, we arrive at this safe harbor that is close, very close.

Right here in the bottom of each one of us.


Let us judge ourselves with less severity, allowing us to fall and rise, to make mistakes and to try again. With more acceptance and more delicacy.


Let us allow ourselves moments of grace.

And see ourselves from the inside out.

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Av. Bernardino de Campos, 98 São Paulo, SP 12345

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