• Marisa Melo

Preço e Valor

Atualizado: Jul 27



É impressionante o poder que damos ao dinheiro. Permitimos que ele comande nossas vidas, oriente nossas decisões e nos leve diariamente para o trabalho, que muitas vezes, está longe de trazer realização.





O consumismo e a valorização exagerada do dinheiro fazem com que se confundam termos fundamentais como “preço” e “valor”.

Para essa sociedade, o que mede o nosso valor é o que temos, não o que somos.


É claro que a Arte não consegue escapar dessa realidade. Quadros se transformam em investimento. E são, muitas vezes, adquiridos por quem vê neles simplesmente um símbolo de status ou a possibilidade de ganhar mais...dinheiro.

Exemplo? A obra “Os Jogadores de Cartas” de Cézanne foi comprada por 259 milhões de dólares pela família real do Qatar.


A pirataria tecnológica também contribui, permitindo que quadros, imagens e canções sejam copiados indiscriminadamente, reduzindo a centavos a inspiração e a criatividade dos novos Beethovens e dos novos Dalis.


Ao oferecer nossas obras, canso de ouvir a frase “Tá muito caro, tem outro(a) artista que faz bem mais barato...”.

Quem diz isso entende de arte?


Não é de hoje que as massas simplesmente não percebem o valor de uma obra de arte quando veem uma. Ela está ali, exposta ao público. Disponível. Mas ninguém reconhece o ouro na mina. Depois de muito tempo, quando “formadores de opinião” se dobram ao óbvio, atribuem valor ao trabalho.


Foi assim com Gauguin, com van Gogh, com Johannes Vermeer e tantos outros.

A verdadeira valorização tem de partir de você mesmo.


Então, trabalhe sua autoestima. Não se dobre! Afinal, sua turma tem pesos pesados como Van Gogh e Gauguin.

É ou não é uma turma de respeito?

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© 2019 Marisa Melo

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