Mercado de Arte

Atribuir um preço a uma obra de arte ainda é tabu para muitos apreciadores e até para muitos artistas. Qual o preço de um sorriso? Quanto vale uma emoção? Mas na vida real tudo tem um preço, tudo acaba mudando de mãos como se fosse realmente apenas mais uma mercadoria.


Mas por quê algumas obras são tão mais caras que outras?

Há uma série de fatores a se observar quando avaliamos uma obra de arte. Estamos falando de mercado de arte e valor monetário. Valor emocional e cultural não entram nessa conta.


O que os avaliadores especialistas consideram:




O Artista

O fator mais importante da obra de arte é o próprio artista. Considerando a história, é fácil notar quando um artista se sobressaiu, foi mais importante que outros.

Em geral, o artista que produz menos vai ser sempre mais valorizado em relação ao artista que tem um volume muito grande de obras.

Estilo e autenticidade

O estilo e o período contam. Quando a obra foi produzida e se ela é fiel ao estilo do Artista. A consistência também conta muito. O Certificado de autenticidade, a documentação é fundamental.

Os colecionadores compram arte diretamente de leilões e dos artistas, é muito importante ter tudo documentado. O certificado deve seguir sempre com a obra.


Tema

Alguns temas vendem mais que outros. Por exemplo, um retrato feminino vende mais em relação ao retrato de uma criança ou de um senhor idoso.


Demanda

A demanda impulsiona os preços. Faz diferença quem adquiriu seu trabalho. Se você puder provar que a sua obra de arte já foi comprada por alguém famoso, isso valoriza e eleva o preço de mercado.


Tamanho

Na arte tamanho importa, sim. Isso não significa que o maior é melhor. Mas, sem dúvida, quanto maior o quadro, mais ele impressiona.


Técnica

A técnica afeta muito o preço. O trabalho é feito a mão ou é um processo fotográfico? Sendo uma fotografia, o quanto teve de interferência? Quanto menos intervenção, mais valor tem a obra.

Reprodução: As obras únicas sempre valem mais.


Qualidade

Todo artista vive diferentes momentos. O público e a crítica vão diferenciar obras boas e ruins. A qualidade dos materiais afeta e muito o valor, assim como o acabamento: a moldura é um fator que não pode ser ignorado.


Mercado

Existe uma fluidez no mercado de arte. Em um determinado período, a procura maior será por obras de artistas asiáticos. Em seguida, ensaia-se uma volta a algum movimento artístico como o Cubismo. Fases, períodos se sucedem e influenciam o preço de todos os trabalhos artísticos.


É verdade que para o Artista, a obra está impregnada de sentido e emoção. Mas também é fato que seu sustento virá da capacidade de promover e de não se prender a uma obra, por maior que seja seu apelo pessoal e sentimental.

O artista cria um filho para o mundo. O apreciador de arte o adota e abraça. Ambos são movidos pelo sentimento. Mas nenhum deles consegue anular o fato de que toda comercialização segue influências e momentos globais que afetam as percepções de valor e trazem ao comprador o desafio de encontrar não só uma obra que lhe agrade, mas também aquela produzida por um autor ainda desconhecido, que será famoso em pouco tempo.


Não são ações da Bolsa. Trata-se de Arte. Mas no mundo em que vivemos tudo ganha um rótulo e um preço. E cabe a quem cria e a quem compra, se deixar levar pela inspiração. E pagar o necessário por aquilo que emocione, mais do que por aquilo que estiver “em alta”.

O quadro pode até ter um preço.

A emoção e o sentimento não.






The Price of Art


Setting a price on a work of art is still taboo for many connoisseurs and even for many artists. What is the price of a smile? How much is an emotion worth? But in real life everything has a price, everything ends up changing hands as if it were really just another commodity.


But why are some works so much more expensive than others?

There are a number of factors to note when evaluating a work of art. We are talking about the art market and monetary value. Of course, the emotional and cultural are another subject.


What expert reviewers consider:


The artist

The most important factor of the artwork is the artist himself. Considering the history, it is easy to see when an artist excelled, it was more important than others.

In general, the artist who produces less will always be more valued in relation to the artist who has a very large volume of works.

Style and authenticity

Style and period count. When the work was produced and if it is true to the Artist's style. Consistency also counts. The Certificate of Authenticity, the documentation, is essential.

Collectors buy art directly from auctions and from artists, it is very important to have everything documented. The certificate must always follow with the work.


Theme

Some themes sell more than others. For example, a female portrait sells more than a portrait of a child or an elderly man.


Demand

Demand drives prices up. It makes a difference who acquired your work. If you can prove that your work of art has already been bought by someone famous, that raises the market price.


Size

In art, size does matter. This does not mean that the bigger is better. But without a doubt, the bigger the picture, the more it impresses.


Technique

The technique greatly affects the price. Is the work done by hand or is it a photographic process? As a photograph, how much interference did you have? The less intervention, the more the work value.

Reproduction: Unique works are always worth more.


Quality

Every artist lives different moments. Public and critics will differentiate between good and bad works. The quality of the materials greatly affects the value, as well as the finishing: the frame is a factor that cannot be ignored.


Market

There is a fluidity in the art market. In a given period, the greatest demand will be for works by Asian artists. Then, a return to an artistic movement such as Cubism is rehearsed. Phases, periods follow and influence the price of all artistic works.


It is true that for the Artist, the work is impregnated with meaning and emotion. But it is also a fact that his survival will come from his ability to promote and not be attached to a work, no matter how big the personal and sentimental appeal.

The artist creates a child for the world. The art lover adopts and embraces him. Both are moved by feeling. But none of them can change the fact that all commercialization follows global influences and moments that affect the perceptions of value and bring the buyer the challenge of finding not only a work that pleases him, but also that produced by a still unknown artist, who will be famous in a short time.


Pictures are not company shares. It is about art. But in the world we live in, everything gains a label and a price. And it is up to those who create and those who buy, to be carried away by inspiration, by the heart. And to pay what is necessary for what is emotional, more than for what is “on the rise”.

The painting may even have a price.

Emotion and feeling don’t.

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