Exposição, menos é mais!

Atualizado: Mar 11





Por quê precisamos tanto dos artistas? Porque eles nos abrem os olhos. Eles nos mostram a realidade que nos escapa. Tom Jobim, com sua música, cantou a sensibilidade, a criatividade de um Brasil que Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim trazia no nome. Mas uma de suas frases mais famosas não vem de uma letra de música. Ele dizia que “o Brasil não é para principiantes”. Difícil de entender, difícil de explicar. Ser brasileiro é um privilégio. Mas não é fácil.


Para quem vive aqui e é Artista, a situação é ainda mais desafiadora. Em textos anteriores eu já comentei que ser Artista no Brasil é ter coragem, muita coragem. Enfrentamos o preconceito, porque muitos acham que ser artista é hobby e não profissão. Várias vezes me perguntaram qual era a minha profissão e quando eu respondia “fotógrafa de Moda” ou “Artista Plástica”, ouvia em seguida: sim, mas você trabalha mesmo com o que?

Apesar dessa percepção, o universo artístico que buscamos conquistar é complexo e fechado, mesmo com as mudanças dos últimos tempos. Tudo que falta em incentivo, profissionalismo, reconhecimento e cultura, sobra em concorrência, inveja, compadrio e desinformação.


Drummond contou que “no meio do caminho tinha uma pedra”. Na verdade, são muitas as pedras no caminho do artista. Ainda assim, posso dizer que estou muito satisfeita com minha carreira artística. Minhas obras estão expostas em vários países. Tenho representação de 4 galerias internacionais renomadas.


Chegar a este estágio não foi fácil. Então o que faço hoje, além de seguir com meu trabalho, é ajudar artistas emergentes a chegar onde eu cheguei, sem precisar passar pela mesma estrada. Sem precisar esperar tanto.


Já dei várias dicas em minha página, quem me segue sabe. Mas hoje vou falar de algo extremamente importante e que tem me preocupado bastante.


Tenho percebido a falta de informação do artista emergente. Parece que todos querem fazer várias exposições, as vezes simultaneamente. Lá no começo, eu também fiz isso. Mas é um erro. Acredite, ter um portfólio recheado de exposições inexpressivas não agrega valor.

Menos é mais, acredite! Pesquise sobre a exposição que está sendo oferecida, veja quem está por trás, veja a reputação da galeria e onde essa exposição vai contribuir com o seu crescimento artístico. Tudo tem que ser ponderado.

Todos nós recebemos inúmeros convites quase que o tempo todo. Mas não é porque somos o máximo. Muitas vezes o que está por trás do convite é apenas uma necessidade de vender os espaços.


É importante saber que existe uma ordem, uma sequência. Antes de pensar em expor, em qualquer lugar, você precisa ter bem definida sua identidade visual, sua técnica, para não passar a impressão de que caiu de paraquedas naquele lugar.


Seu cartão, seu site, suas obras, definem um conjunto que é cuidadosamente analisado por galerias e colecionadores. É imprescindível definir um estilo só seu. O que faz reconhecermos um van Gogh, um Dali à distância. Ainda vamos conversar mais sobre este tema.


O ditado latino diz: “Per aspera, ad astra”. Pelos caminhos difíceis, até as estrelas.

Quero fazer seu caminho menos áspero.

Quero levar você e sua Arte às estrelas.

Vamos?

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Av. Bernardino de Campos, 98 São Paulo, SP 12345

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