• Marisa Melo

"Paisagens Imaginárias" de Maria Stefanon

Atualizado: Set 7



"Paisagens Imaginárias"



Flutuando entre o real e o imaginário, Maria Stefanon resume em seu trabalho uma série de correntes que unem Ocidente e Oriente, passado e futuro. E os elementos imagéticos que ela compartilha, preparam o observador para um futuro virtual e cibernético onde, já sabemos, está garantido o lugar para os versos da poesia visual.


A representação de paisagens configura um ramo artístico em que se destacam artistas de peso como El Greco e Bruegel. Ainda assim, só nas últimas décadas esse gênero voltou a receber o reconhecimento de público e crítica, em função de uma nova realidade. Num período de incertezas políticas e climáticas, a destruição do meio ambiente e as consequentes transformações do cenário natural, se somam à novidade tecnológica da realidade virtual. Retratar esse futuro, utópico ou distópico, é o que fazem os artistas dedicados ao que se chama hoje de Contemporary Landscape Art.

Essa curiosidade ansiosa para saber como serão nossas paisagens, justifica a obra “Paisagem Imaginária”, que caracteriza o quanto a artista visual Maria Stefanon está conectada à realidade ao seu redor. Ela se expressa com uma sensibilidade intensificada por seus outros talentos. Stefanon é uma poetisa. Além das palavras, ela produz uma poesia visual, rimando cores e formas.

Grande admiradora de Guignard, que revelava uma influência da Ukiyo-e, a estampa japonesa, ao pintar os campos de Minas Gerais, assim também Maria Stefanon incorpora alguns elementos dos artistas orientais que aprecia. Há em seus trabalhos algo da espiritualidade de Mariko Mori e os pontos presentes na tela conectam o observador atento à obra de Yayoi Kusama.

Linhas horizontais definidas em primeiro plano, sutis no horizonte, e linhas verticais ascendentes delimitam, apresentam um enquadramento para elementos de passado e futuro. Partindo da realidade, Stefanon literalmente dá asas à imaginação, com algo que pode ser uma espaçonave ou um pterodáctilo futurista, em contraste com as ruínas do passado. Desperta no observador a vontade de saber mais sobre esse universo imaginário. Esperamos por novas obras onde essa não-realidade prossiga seu desafio.










The Imaginary Landscape

The representation of landscapes constitutes an artistic branch in which prominent artists such as El Greco and Bruegel stand out. Even so, it was only in the last few decades that this genre has received public and critical recognition, due to a new reality. In a period of political and climatic uncertainties, the destruction of the environment and the consequent transformations of the natural scenario, are added to the technological novelty of virtual reality. To portray that future, utopian or dystopian, is a task for artists dedicated to what is called Contemporary Landscape Art.

This anxious curiosity to know how our landscapes will be, justifies the work “Landscape Imaginary”, which characterizes how much the Brazilian visual artist Maria Stefanon is connected to the reality around her. She expresses herself with a heightened sensitivity for her other talents. Stefanon is a poet. In addition to words, she produces visual poetry, rhyming colors and shapes.

A great admirer of Guignard, who revealed an influence of Ukiyo-e, the Japanese print, when painting the fields of Brazil, so also Maria Stefanon incorporates some elements of the oriental artists she appreciates. There is something of Mariko Mori's spirituality in her work and the dots on the screen connect the attentive observer to the work of Yayoi Kusama.

Horizontal lines defined in the foreground, subtle on the horizon, and vertical ascending lines delimit, present a framework for elements of the past and the future. Starting from reality, Stefanon literally gives wings to the imagination, with something that could be a spaceship or a futuristic pterodactyl, in contrast to the ruins of the past. It awakens in the observer the desire to know more about this imaginary universe. We hope for new works where this non-reality continues its challenge.

Floating between the real and the imaginary, Maria Stefanon summarizes in her work a series of currents that unite West and East, past and future. And the imagery elements that she shares, prepare the observer for a virtual and cybernetic future where, we already know, the place is guaranteed for the verses of visual poetry.




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© 2019 Marisa Melo

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