• Marisa Melo

Lu Monin: A capacidade e a coragem em reproduzir Dalí!

Atualizado: Set 7


Quando vamos a um concerto, nosso coração bate mais forte nos solos. Quanto mais difícil a peça, mais vibramos. Adoramos quando virtuoses do violino interpretam peças barrocas que são o prazer de quem ouve e o desafio para quem toca. Trazendo até nós, com precisão, composições criadas há 300 anos. São intérpretes.


Na Pintura, temos a reprodução. Colecionadores pagam para que artistas com completo domínio na arte, solistas que em vez de violinos usam pincéis, reproduzem peças famosas, conhecidas do público. Onde cada mínimo detalhe será questionado.

Agora, imagine um músico que além de encarar as mais complicadas partituras também crie suas próprias obras? Alguém que não só reproduza, mas também crie.

Esse é o caso da artista visual Lu Monin. Além das reproduções, ela também cria suas próprias obras, cheias de personalidade. Sua habilidade faz com que a ela sejam solicitadas reproduções de artistas famosos e tão diversos quanto Picasso, Botero e Tarsila. Cada um tem características únicas, e cabe à artista traduzir com máxima fidelidade os tons, os contrastes, as pinceladas e a personalidade de cada mestre. O trabalho mais recente foi a obra “Sombras da Noite que cai” de Dalí. O desafio? Criar algo difícil de distinguir de um original criado pelo artista catalão, que tinha um domínio perfeito da técnica.

Mas é quando coloca essa habilidade a serviço de seu próprio estilo, que Lu Monin se supera. Sua “Menina de Azul”, por exemplo, é extraordinária. O Surrealismo da figura feminina sem rosto se associa a flores e à colagem e, como se não bastasse, há uma referência à arte romana, com o “Casamento entre Marte e Vênus ao fundo. Três referências artísticas. Onde são questionados o anonimato e a identidade da menina que não pode ver e a quem é negado o grito. Uma trama emocional a repetir em tempos modernos, os dilemas e sentimentos retratados desde a Antiguidade.

Dois trabalhos excepcionais. Com lugar para a técnica apurada e para a profundidade temática. Com espaço para a fidelidade ao existente e para a ousadia corajosa de reproduzir Dalí. Lu Monin compartilha em suas imagens, emoções sugeridas e recados implícitos.

No presságio da noite que cai.

Na simplicidade apenas aparente de uma fascinante menina de azul.




Lu Monin - "La fille en Bleu"


Lu Monin: The ability and courage to reproduce Dalí!

When we go to a concert, our hearts beat faster on the solos. The harder the piece, the more we vibrate. We love it when virtuosos of the violin interpret baroque pieces that are the pleasure of those who hear and the challenge for those who play. Bringing to us, precisely, compositions created 300 years ago. They are interpreters.

In painting, we have reproduction. Collectors pay for artists with complete mastery of art, soloists who use brushes instead of violins, to reproduce famous pieces, known to the public. Where every small detail will be questioned.

Now, imagine a musician who, in addition to facing the most complicated scores, also creates his own works? Someone who not only reproduces, but also creates.

This is the case of visual artist Lu Monin. In addition to the reproductions, she also creates her own works, full of personality and style. Her skill has prompted her to reproduce famous artists as diverse as Picasso, Botero and Tarsila. Each has unique characteristics, and it is up to the artist to translate the tones, contrasts, brushstrokes and personality of each master with maximum fidelity. The most recent work was “Shadows of the Melting Night” by Dalí. The challenge? Create something difficult to distinguish from an original created by the Catalan artist, who had a perfect command of technique.

But it is when she puts this ability at the service of her own style that Lu Monin excels. Her “Girl in Blue”, for example, is extraordinary. The surrealism of the faceless female figure is associated with flowers and collage and, as if that were not enough, there is a reference to Roman art, with “Marriage Between Mars and Venus in the background. Three artistic references. Where the anonymity and identity of the girl who cannot see and who is denied the cry are questioned. An emotional plot to repeat in modern times the dilemmas and feelings portrayed since Ancient times.

Two exceptional paintings. With room for refined technique and thematic depth. With space for loyalty to the existing and for the courageous daring to reproduce Dalí. Lu Monin shares with us suggested emotions and implicit messages.

In the omen of the night shadows.

In the deceptive simplicity of a fascinating girl in blue.





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