• Marisa Melo

Di Miranda - Liberdade Criativa


A liberdade artística se reflete nas infinitas sensações, sentimentos, temas e causas que se traduzem no impacto de imagens que nos transmitem prazer visual, consciência social, ou mesmo mergulhos cromáticos em que visitamos nossos medos, nossa alegria, nossa solidão. Mas o exercício dessa liberdade não vem de graça. O artista muitas vezes tem de batalhar pela possibilidade de voar livre, superando rótulos impostos pela crítica.

A artista Di Miranda é um exemplo dessa luta. Seu espírito livre se revela em suas obras e os teóricos têm dificuldade em classificar um talento que se expressa com igual desenvoltura numa arte que pode ser chamada de Cubista ou Sacra ou Regional. Para ela, prevalece a inspiração. Sem a preocupação estreita de seguir um padrão ou uma escola, a brasileira radicada no Reino Unido, também se destaca no Abstrato. E é interessante observar que, seja qual for o quadro, conseguimos rapidamente reconhecer o estilo de Di.

A artista autodidata venceu, entre outras, a fronteira geográfica. A raiz brasileira teve contatos de Luda Ledebev, na Rússia, a Debbie Foster, na Escócia. E a síntese artística que Di nos oferece é deliciosamente universal. O observador atento vai encontrar algo do exotismo das florestas brasileiras ou uma atmosfera de estepes siberianas. Rostos à Dostoyevsky em cenas de uma Natureza quem sabe Amazônica.

Essa naturalidade explica a acolhida pelo mercado europeu. Ao completar 15 anos de atividade artística, Di Miranda volta às raízes brasileiras e fecha um ciclo, apresentando seu trabalho simultaneamente em países como Suíça, Espanha, França e Reino Unido.

Que os teóricos se dediquem a classificar sua obra. O que realmente importa nas palavras da própria Di Miranda, é que sua arte vem “de dentro”. Assim como tem de haver sinceridade no “Abraço”, no “Amor”, há uma sinceridade artística em cada tela. O observador perceberá rapidamente que a imagem reflete seus sentimentos.

Que são, afinal, universais.



Di Miranda – Creative Freedom

Artistic freedom is reflected in the infinite sensations, feelings, themes and causes that translate into the impact of images that transmit visual pleasure, social awareness, or even chromatic dives in which we visit our fears, our joy, our loneliness. But the exercise of that freedom does not come for free. The artist often has to fight for the possibility of flying free, overcoming labels imposed by critics or even the lack of support from those who are most expected to support and motivate.

Visual artist Di Miranda is an example of this fight. Her free spirit is revealed in her works and theorists have difficulty in classifying a talent that expresses itself with equal ease in an art that can be called Cubist or Sacred or Regional. For her, inspiration prevails. Without the narrow concern of following a pattern or a school, the Brazilian based in the United Kingdom, also stands out in the Abstract. And it's interesting to note that, whatever the picture, we can quickly recognize Di's style. Original and striking as its own name.

The self-taught artist overcame, among others, the geographical frontier. How many artists in the world have artfully navigated Manaus and Russia? The Brazilian root had contacts from Luda Ledebev, in Russia, to Debbie Foster, in Scotland. And the artistic synthesis that Di offers us is delightfully universal. The attentive observer will find something of the exoticity of Brazilian forests or an atmosphere of Siberian steppes. Faces from Dostoyevsky books in places like the Amazon Jungle.

Important to remember that nothing is forced. This natural way explains the acceptance by the European market. Upon completing 15 years of artistic activity, Di Miranda returns to Brazilian roots and closes a cycle, presenting her work in countries such as Switzerland, Spain, France and the United Kingdom.

Let theorists dedicate themselves to classify her work. What really matters in Di Miranda's own words, is that her art comes “from within”. Just as there must be sincerity in the “Hug”, in the “Love”, there is an artistic sincerity in each canvas. The observer may even be in doubt about technical details of the work.

But he will quickly notice that the image reflects his feelings.

Which are, after all, universal.

7 visualizações

Subscribe to our newsletter

© 2019 Marisa Melo

São Paulo - Brasil 

e-mail: contato@marisamelo.com

+55 (11) 99724 0909

SIGA-NOS

  • Instagram - White Circle
  • Facebook - Círculo Branco
  • Facebook Clean
  • Branca Ícone Instagram