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ARTISTA EM DESTAQUE: Lenny Hipólito



Lenny Hipólito – A Arte por um mundo melhor


O trabalho da UP Time Art Gallery é inspirar e fascinar através da Arte. Nossos artistas apresentam trabalhos que retratam nossas emoções, nossas causas, nossas vidas. O público sempre quer conhecer o artista por trás da obra. Quem é, como pensa? Que história de vida levou a esse trabalho?

Hoje conversamos com a artista visual Lenny Hipólito.


Lenny faz do óleo sobre tela o meio de propor reflexões, a partir de formas inspiradas no Impressionismo e no Pós-Impressionismo.

Simbólica e incisiva, sua obra é elemento de transformação. O observador redescobre uma sensibilidade que o conduz, por entre cores e sombras, a um clima de sonho e harmonia.


Graduada em Ciências Econômicas e com MBA em Gestão Empresarial e de Negócios pela USP. Além de diversos cursos de extensão e aperfeiçoamento. É palestrante e escritora como somatórios em sua vida profissional. Estuda e pesquisa sobre a arte impressionista e diversos mestres da pintura, desde os mais antigos aos contemporâneos


Nesta entrevista, Lenny nos conta sobre sua jornada, sobre igualdade, consciência, mãos estendidas e mentes abertas. E nos mostra como faz da Arte a sua contribuição para um mundo melhor.




Lenny Hipólito



1- O que a levou à Arte?


Desde criança, minha mãe me incentivava a fazer pinturas em tecidos. A habilidade natural levou a um amor profundo pela Arte, em todos seus tempos e modalidades.

Vivi um processo contínuo de aperfeiçoamento, sempre aprendendo mais e mais.

Hoje a Arte está em tudo que eu produzo e realizo em todas as áreas da minha vida. É através dela que procuro dar minha contribuição para um mundo melhor. Porque esse proposta vai muito além do individual. A meta é contribuir para uma sociedade mais consciente, reflexiva e digna.




2- O que há de mais gratificante em ser artista?


A leveza de ser artista me seduz! O processo de criação, desde o primeiro pensamento sobre a produção de uma obra de arte até sua conclusão, me proporcionam reflexões diversas, autoavaliações e aprendizados. Uma senda de interesse e sabedoria. O estudo, o aprendizado contínuo, a aplicação de novas ideias são elementos muito gratificantes. Mais ainda porque me possibilitam levar ao público alegria, deslumbramento e evolução.




3- Quais artistas servem de referência para o seu trabalho?


São tantos! Na verdade, gosto muito de estudar a arte de todos os tempos. Mas os que exercem maior influência em minha arte são: Vincent van Gogh (em especial), Monet, Renoir, Manet, Matisse, Rousseau, Kandinsky, Klimt, Pollock, Kiefer entre outros. Cada mestre me faz inventar e reinventar, num impulso contínuo para novas experiências.













4- Fale sobre seu processo criativo. Como chega a inspiração?


Ah, o início de uma nova obra é um dos momentos mais espetaculares na vida do artista. Há uma explosão de pensamentos e sugestões sobre as formas, os traços, as cores e os tons. A inspiração pode chegar por uma pesquisa, um estudo, uma lembrança...A arte é um mistério. Quando me disponibilizo para a criação, invisto um tempo para pensar, sentir, reavaliar as pesquisas, visualizar a proposta, até fluir uma idéia conclusiva para o projeto. Faço o estudo e já o coloco em ação.

O nascimento de uma obra de arte dá uma sensação de prazer, é algo inexplicável!

E a conclusão reafirma sua existência, sua força, sua energia. É vital, é transcendental, é sobrenatural!




5- Suas obras têm presença feminina? Qual o sentido para você?


Sim, principalmente no que tange à delicadeza, à paciência, à atenção aos detalhes, à perspectiva, à sensualidade e à beleza em geral. Lembrando que, isto não acontece por eu ser do sexo feminino. Meu eu interior se manifesta nesse modelo.

No processo de comunicação artística, vejo a obra de arte e o apreciador, tornando-se eternos namorados, um completando o outro. Quero que minha arte participe da vida das pessoas. Não seja somente um objeto de contemplação. O principal sentido pode ser esse.













6- Quando começa uma obra, você já tem a imagem final em mente?


Sim. Quando estabeleço uma meta, determino a direção, o sistema, o modelo, o conteúdo, o tempo. Enfim, defino como cumpri-la.

Claro que em todo processo criativo, criação e construção, andam paralelamente a uma contínua adequação aos propósitos. No caminho, pode haver mudanças relevantes, porém, sem perder a essência, sem perder o foco.

Em cada fase de construção eu invisto muito tempo para a observação, o que contribui para o aprimoramento de todo o processo. Tendo em vista que a obra sempre me pede mais e eu sempre tenho mais a oferecer. Novas inclusões de elementos enriquecedores, também surgem o tempo todo. A obra amadurece, fica mais exigente e sábia. Eu preciso atender suas exigências e o faço com base no meu olhar e em meus sentimentos.




7- Qual mensagem você passa através da sua arte?


Minha proposta artística é colaborar para que as pessoas desenvolvam uma compreensão sobre elas próprias, sobre suas realizações e sobre todos os sentidos da vida. Quero celebrar memórias, dar esperança, inspirar devoção. Cabe ao observador a reflexão, para que a repercussão positiva se manifeste em nossas vidas, tanto no individual como no coletivo.




8- Como você desenvolveu o seu estilo?


Por toda minha vida artística, procurei investir o meu tempo em pesquisas, estudos, visitas a museus e galerias. Buscando referências de todos os períodos históricos.

Refletindo sobre meus estudos e ouvindo as leituras do público, procuro definir e sempre aperfeiçoar o meu estilo. Em contínua adequação com o mundo que me cerca, na volatilidade de comportamentos, múltiplas linguagens e globalização.

Procurei sempre conciliar minha admiração pelos mestres, como van Gogh, e o compromisso com a criatividade e a autenticidade.


9- Como você vê o momento cultural nos dias de hoje?


Acredito que falta incentivo e engajamento, num ambiente de interesses conflitantes entre as esferas pública e privada. Fazem falta programas baseados em pesquisas de dados mais realistas com uma visão regionalizada e menos restrita aos grandes centros. O momento cultural, precisa ser criado por pessoas engajadas na intelectualidade, na filosofia, na psicologia, na literatura, no conhecimento, na espiritualidade, na informação, na humanidade. Com respeito, disciplina, propósitos e com o compromisso de honrar as metas estabelecidas junto à sociedade, carente não somente de recursos financeiros, mas também de uma estrutura que permita restituir aos cidadãos a capacidade de se tornarem donos de seus próprios sonhos.



10- O brasileiro não tem hábito de consumir arte, embora isto esteja mudando nos últimos anos. Por que essa falta de interesse?

É uma questão cultural. Faltam programas, projetos incentivadores, tanto da iniciativa pública quanto privada. Porém, a globalização traz um impulso para uma integração cultural mundial. A revolução tecnológica, por outro lado, oferece muitos recursos para o indivíduo. Acredito que isso estimulará naturalmente o desejo de consumir arte. Devagar no início, mas irá crescer numa curva elevada e em pouco tempo.




11- Você acha que toda arte deve ser engajada?


Arte é mudança, transformação, esperança, reflexão!

O artista é um ser social e expressa os seus sentimentos, os seus sonhos, por meio da arte. Penso que toda arte deve abraçar causas que sejam: políticas, ideológicas, econômicas, sociais, culturais. Não só a arte visual, mas também música, cinema, dança, teatro, literatura e mais...Afinal, a arte estimula consciências. Entre os artistas que se manifestaram estão expoentes como Tarsila, Portinari, Goya e Picasso, entre tantos outros.

Importante lembrar também de todas as manifestações artísticas que, independente do cunho político, contribuem para conduzir o indivíduo ao autoconhecimento e à evolução.




Como você consegue conciliar as carreiras de Economista, Escritora e Artista Plástica?


Acredito que para tudo que requer o nosso tempo, é preciso trabalhar com planejamento, disciplina, comprometimento, fé, confiança e muita alegria em relação às datas e propostas assumidas. O nosso tempo, o ar e a luz solar, são fatores determinantes em nossas vidas. Trabalho o dia todo e até à noite, respeitando a definição do meu tempo para cada tarefa / atividade. Todos nós temos as mesmas vinte e quatro horas a cada dia. O que nos distingue é simplesmente a forma como administramos o nosso tempo e como fazemos nossas escolhas. Trata-se, na verdade, de administrar nossa vida. Quem não faz isso, apenas leva a vida, sem jamais vivê-la com a intensidade das possibilidades espetaculares que o Universo oferece.




12- Qual o quadro que você gostaria de ter pintado?


Gostaria de ter pintado “A Noite Estrelada” de van Gogh. Não somente pela beleza e mistério da pintura, mas pela condição em que a obra foi produzida: em um quarto de asilo psiquiátrico em que van Gogh se internou voluntariamente. “A Noite Estrelada” se tornou uma das obras mais valiosas do artista.

Assim, concluo com uma reflexão: Nada consegue se manifestar como obstáculo, quando estamos determinados, em absoluta convicção rumo ao sucesso!







Saiba Mais:

@lennyhipolito.art




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Marisa Melo (5).jpg

Olá,
sou Marisa Melo!

Olá, sou Marisa melo, inquieta e fascinada pela vida. Fascínio que se manifesta também, na Gastronomia, no universo dos livros e das ideias. Nas cores, na Pintura, na Música e em tudo que me faça pensar. Apaixonada pelos animais, especialmente cachorros! Acredito que todo conhecimento deve ser compartilhado. O que cada um vive e compartilha, enriquece e abre caminhos para todos. Aquela receita maravilhosa. O livro que não dá pra largar. A magia luminosa de uma foto inspirada. A conexão total entre o que comemos e nossa saúde. Entre nossa aparência e nossa autoestima. Quero sempre transmitir a minha verdade. Na foto, no texto, na opinião. Às vezes contra a corrente, às vezes nas entrelinhas. Sem a preocupação do elogio fácil.

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