• Marisa Melo

Arte e Sociedade

Atualizado: Jul 27


Oscar Wilde sempre foi polêmico. Em seu amor à vida, dizia que “viver” é a coisa mais rara. Que “a maioria das pessoas apenas existe”.

Contra os que reduziam a Arte à representação do mundo ao nosso redor, ele defendeu a ideia de que “a vida é que imita a Arte”.




O antigo conceito de “pão e circo”, representando o povo como despolitizado ainda hoje é discutido. Saciada a fome do corpo e do espírito, estaríamos todos desconectados dos problemas que nos rodeiam?

Ainda se questiona a Arte politicamente “engajada”. Mesmo depois de Guernica. Mesmo com tantos manifestos, textos e imagens que tentam nos libertar de nossa indiferença.


Esse despertar exige uma enorme energia. Todos parecem muito ocupados, escravizados pela rotina e pelo consumismo, fascinados por status e celulares.


Nessa roda-viva, é a Arte que pode nos mostrar o absurdo, o inexplicável e questionar o que estamos fazendo com nosso precioso tempo no planeta.

Ao mesmo tempo em que nos traz as questões sociais, a Arte também nos toca de um modo profundo em nossos desafios e dilemas pessoais. Numa sociedade de multidões de solitários, onde muitos trocaram o toque e o olhar pelo distanciamento digital, a Arte vem resgatar o sentido de palavras como melancolia, felicidade, saudade e esperança.


Para que não viremos peças decorativas num mundo onde a inteligência e os valores são cada vez mais artificiais, a Arte nos reconecta e nos recorda que a vida deve ser mais que isso.


Esse é o poder transformador da Arte. Criatividade e emoção refletindo tudo que nos distingue como seres humanos.

Dando sentido à sociedade que nos rodeia. E revolucionando essa mesma sociedade ao tocar o íntimo de cada um de seus indivíduos.

De cada um de nós.

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© 2019 Marisa Melo

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