• Marisa Melo

Arte e Confinamento

Atualizado: Jul 27

Nada prende a Arte. Nada cala esse grito, seja ele de revolta ou de esperança.





De onde vem a Arte?

De onde vieram a Quinta Sinfonia e a Mona Lisa? E Bohemian Rhapsody?

A verdadeira origem da inspiração é um mistério renovado a cada obra-prima.


Os artistas reagem aos fatos e desafios que nós também enfrentamos. Mas sua sensibilidade à flor da pele e sua criatividade, levam a um processo talvez químico, com certeza mágico, que traduz os sentimentos em textos, quadros e canções.

Felizes, cantam e retratam a alegria que não cabe em si. E nos brindam com canções e imagens inspiradoras, vibrantes e coloridas.


Mas, curiosamente, os momentos difíceis, parecem ser os responsáveis pelas maiores explosões criativas.


Quando conhecemos a vida dos artistas, muitas vezes fica até difícil explicar como produziram obras tão marcantes. Toulouse-Lautrec com suas doenças. Van Gogh, indo da depressão ao suicídio. Gauguin perdeu os filhos. Beethoven perdeu a audição. E ainda assim, ou talvez por isso mesmo, nos deixaram obras maravilhosas e inesquecíveis.


Os tempos podem ser difíceis. Hoje, uma pandemia nos leva ao confinamento.

E nos lembramos de outros tempos complicadíssimos. Onde nem mesmo ditadores, guerras, grades e paredes conseguiram calar artistas como Ferreira Gullar, Picasso, Geraldo Vandré e Graciliano Ramos, entre outros. Textos, canções e pinturas geniais, voaram livres pelo mundo a atestar que o espírito resiste.

A tudo.


O confinamento não nos impede de conhecer e produzir Arte. De minha janela vejo as ruas mais vazias. Mas entre o desalento e a alegria, nasceram 4 obras bem coloridas em uma tarde bem cinza.


Em minhas imagens, escolho a celebração.Pela diminuição da poluição do ar na China, registrada pelos satélites.

Pela volta de golfinhos e cisnes na Itália.Pela água de novo límpida e cristalina nos canais de Veneza.

Pela solidariedade dos médicos chineses que foram à Itália para ajudar e levaram uma faixa que dizia: “Somos ondas do mesmo mar, folhas da mesma árvore, flores do mesmo jardim”.

Pela solidariedade dos voluntários que nos lembram o que o ser humano tem de melhor.

Pelo canto que vem das janelas e varandas da Itália.

Pela gratidão dos aplausos aos médicos nas janelas da Espanha.


Mesmo confinados, ainda podemos mandar nossas vibrações positivas para o mundo. Na forma de Arte. Canto, imagens ou orações.


Confinados, sem praias ou shoppings a nos distrair, longe da escola e do escritório, somos levados compulsoriamente de volta. Para perto de nossos familiares, para dentro de nós mesmos.

Um tempo, tão raro, de parar, avaliar, meditar.


Recebemos um aviso do Universo.

Não um ponto final. Mas um momento de reflexão e mudança.

E de um aprendizado verdadeiro.

Para que, passada a tempestade, não sigamos com os mesmos erros.

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© 2019 Marisa Melo

São Paulo - Brasil 

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