A Insustentável Leveza do Ser

Atualizado: Fev 18


A coleção “A Insustentável Leveza do Ser”, representa minha versão das reflexões e considerações filosóficas da aclamada obra de Kundera. Onde me encantam as trilhas ainda não percorridas, os desafios e as rupturas que enfrentamos, em cada situação, a cada dia. Montando o quebra-cabeças de nosso ser, em contínua mudança, na busca por uma liberdade poeticamente associada à leveza.


Trabalho a ousadia de traduzir conceitos em imagens. Nesta coleção, a leveza ganha cor.

E a ausência de cor representa o peso (que é a ausência da leveza).

Metáforas se sucedem e compõem um mosaico de dualidades:

O país onde a história se passa já não existe mais, dividido que foi em dois outros.

O período em que a ação acontece, a Primavera de Praga, representa o contraste fugaz entre a sede de liberdade de um governo de intelectuais e a opressão castradora do invasor soviético.


O fato de a União Soviética também não existir mais, vem lembrar o quanto tudo sempre muda.


As fronteiras, sempre tão artificiais, mostram que o próprio palco é uma ilusão.

Os dilemas amorosos e sexuais traduzem vidas programadas, ideias preconcebidas, a valorização, ainda hoje, de uma herança emocional que nos ilude e nos faz buscar o que jamais nos completará.


Queremos nos sentir leves. Flutuar. Como São José de Cupertino, um santo italiano do século 17. Num êxtase quase contínuo, a conexão com o sagrado literalmente tirava seus pés do chão.


Queremos, todos, ser livres. Mas, quanto livres? Do que, afinal, queremos tanto nos livrar?

Nossa leveza passa pela libertação de pesos, âncoras que nos imobilizam, cruzes que carregamos.

Um peso social, religioso e político.


Cabe somente a nós a decisão de largar tudo: os preconceitos, os dogmas, as ideologias.

Toda a carga que, inconscientes, aceitamos de modo natural e passivo, por tanto tempo.

No instante da libertação, nosso ser se eleva, e vai, como um balão, para uma dimensão em que esses pesos não têm valor, não têm importância.


Onde o que vale é essa leveza, tão rara, tão “insustentável”, tão irresistível.

Onde vale o quanto sonhamos, o quanto brilhamos.

Num amor incondicional, que ignora fronteiras, partidos, teorias e tradições.

E abraça tudo e todos, na certeza de que somos Um.





The Unbearable Lightness of Being



The collection “The Unbearable Lightness of Being” represents my version of the reflections and philosophical considerations of Kundera's acclaimed work. Where I love the uncharted waters, the challenges and the disruptions we face in every situation, every day. Putting together the continually changing puzzles of our being in search of a freedom poetically associated with lightness.


I work the boldness to translate concepts into images. In this collection, lightness gains color. And the absence of color represents weight (which is the absence of lightness).

Metaphors follow one another and make up a mosaic of dualities:

The country where the story takes place no longer exists, divided into two others.

The period in which the action takes place, the Prague Spring, represents the fleeting contrast between the thirst for freedom of a government of intellectuals and the castrating oppression of the Soviet invader.


The fact that the Soviet Union no longer exists also reminds us how much everything always changes.


The ever so artificial borders show that the stage itself is an illusion.

Loving and sexual dilemmas translate programmed lives, preconceived ideas, the appreciation, even today, of an emotional heritage that deludes us and makes us seek what will never complete us.

We want to feel light. To float. Like St. Joseph of Cupertino, a 17th-century Italian saint. In almost continuous ecstasy, the connection to the sacred literally lifted his feet off the ground.


We all want to be free. But how much? What, after all, do we want so much to get rid of?

Our lightness passes through the release of weights, anchors that immobilize us, crosses we carry.

Social, religious and political weight.


It is up to us to decide to drop everything: prejudice, dogma, ideology.

All the burden that we unconsciously accept, naturally and passively, for so long.

At the liberation moment, our being rises, and goes, like a balloon, to a dimension in which these weights have no value, no importance.


Where what counts is this lightness, so rare, so “unbearable”, so irresistible.

Where what counts is how much we dream, how much we shine.

In an unconditional love that ignores borders, parties, theories and traditions.

And embrace everything and everyone, in the certainty that we are One.








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